Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Onde está o lenço branco?....

Na Real República do Troca-o-Passo, onde se passam todas as TRETAS que a vida nos pode pregar, o SIREF (Serviços de Informação e Extorsão Forçada), acabou de recolher dados vitais para análise do Governo.

 

- Senhor Procurador-Mor, não me peça para pactuar mais com esses vermes.

- Shiuuuu!... Oh homem, você tenha cuidado como fala do nosso Ministro-Mor e do Ministro das Regras! Alguém pode estar a ouvir-nos….

Após um silencioso olhar desconfiado, o Procurador continuou:

- Eu também não quero pactuar com eles, precisamos é que o senhor e os outros Justiceiros, como suporte da Justiça, tenham calma e paciência para, aos poucos podermos ir ganhando o nosso espaço.

- Calma, senhor Procurador?...Então o Ministro-Mor aparece em público a sublinhar a independência do Poder Judicial face ao Poder Político e depois vão legislar, tramando completamente a nossa soberania e nem sequer nos ouvem?

- Lá está você!... Caramba, as alterações que eles fizeram, até nos alivia o trabalho!...

- Pois, mais desculpas para nos cortarem as férias!...

- Para além disso, Senhor Procurador, agora vem a aplicação da responsabilidade dos erros cometidos nas sentenças!... pff!... Não faltava mais nada!...Qualquer dia estão a aplicar-nos a nós o Cúmulo Jurídico, e somam as indemnizações correspondentes a todos os erros cometidos ao longo da carreira.

- Nada disso. Oiça, com as alterações, O Dr. Causídico, como afamado Justiceiro, sabe perfeitamente que pelo menos se reduziram as burocracias nos Fóruns das Regras e os processos estão a correr mais rapidamente. Para além disso, ninguém nos pode responsabilizar de nada!...

- Desculpe-me a expressão, Senhor Procurador, mas isso são TRETAS!..

- Não são, não. O senhor sabe muito bem que os nossos Políticos trataram desse assunto logo quando fizeram a Constituição, e o presidente do Supremo Fórum das Regras de Justiça, veio a terreiro falar disso.

- Sim, Sim…

- Dr., Não abane a cabeça com essa indiferença. O Justiceiro é um dos titulares de órgãos de soberania que, tal como um Ministro ou um Deputado, actua em nome do Estado e de acordo com o princípio constitucional do mandato, não deve ser responsabilizado.

- A ver vamos, como diz o cego. Acredito que aquela corja que se senta na Assembleia Nacional do Real Trambolhão, sejam sempre ilibados de todas as responsabilidades, agora nós?... Eles podem fazer as regras, mas nós não podemos fazer a Política. Estaremos cá para ver…

- Dr, enquanto os senhores estiverem a sentenciar prisão domiciliária a arguidos com acusação por violência doméstica!... Ah pois,... De que estão á espera?....

- Pode ser que assim percebam o que andaram a legislar…

- Mas não é assim que se resolvem os problemas… Este braço de ferro vai acabar mal…

- Vai, mas não é para nós, que assim não estamos sujeitos às ameaças, outrora constantes, dos amigos e familiares dos arguidos. Pelo menos descansamos um pouco e deixamos as dores de cabeça do lado do Governo, em combater a escalada da criminalidade.

- Assim não vamos lá, Dr. Causídico…

- Nem o Ministro-Mor!... eheheheh

 

 

publicado por Tretoso_Mor às 09:06
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

A Justiça pode ser ingrata!

 

- Eh pá! Estou um bocado cansado de andar sempre a correr, sempre a fugir da bófia!...

- Mas o Navalhas tem uma data de trabalhos previstos!... Se o gajo sonha que te queres por fora, china-te!

 

O Regras, sempre submisso ao Navalhas, temia pela vida do Choldras, seu grande amigo desde os tempos do reformatório.

 

- Men, estou a precisar de umas feriazitas. No próximo golpe Regras, deixo-me apanhar. Só tenho de me preocupar em fazer uma das grandes, senão ainda me lixo e o juiz põe-me cá fora a marinar.

- Fosga-se, bem fixe oh Choldras. Nesse período da domiciliária, ainda pode dar para mais um trabalhinho. O Navalhas paga bem!

- Sim, sim, mas eu tenho mesmo de descansar. Para além disso, o Navalhas não liga nenhuma à formação cá do pessoal.

- Porra Choldras, com o que há para fazer, nem dá tempo!...

- Pois por isso mesmo. Tenho de arranjar maneira de ir para Alcoentre porque esta história de entrar pelos bancos dentro e gamar o que está nos caixas, para mim já não dá.

- Mas o que é que tu queres mais?...

- Óh Regras, tu não és nada ambicioso!...

- O que é que estás para aí a dizer?...

- Regras, eu quero fazer carreira! Eu tenho de ir dentro e ficar no mesmo sítio do Segredos. Sabes que o gajo é especialista a abrir cofres.

- Eh pá, mas se cais nessa, são para aí dois anos!...

- Claro! É o tempo para o Mestrado que preciso.

- E como é que te safas entretanto?..

- Regras, tu estás mesmo tosco!

- Choldras mas enquanto lá estiveres, estás lixado, não ganhas nada!...

- Amigo, isto é um investimento. Vamos lá a ver se te ensino de uma vez por todas. Vou estudar meu amigo. Nunca tive aulas de explosivos, nem de combinações, aquilo é matemática!… Também nunca tive aulas de disfarce nem de electrónica, nem de resistência dos materiais…

- Regras, eu só sei gamar cofres de secretária, e essa merda, com um mini pé-de-cabra, abre-se. Para além disso, quando começar com a trupe do Segredos… eheheh…. O gajo paga mais por cada golpe, do que o Navalhas em 50 golpes.

- Não me digas!

- Pois digo. Mas ainda não acabei. Enquanto estiver a estudar, claro que vou ter outras actividades. Sabes que eu sou bom com os nós. Eu e o Roldanas vamos dar explicações por causa dos gajos que vão estar nas aulas do Rappel. Sabes quem é esse?

- Népias.

- O Rappel é um “mangas” especialista em assaltos a grandes palacetes. A malta entra lá por escalada e sai em rappel. Ninguém nos topa. Olha, o assalto à casa da Procuradora do Porto, fazia parte do estágio de final de curso de um grupo, alunos do gajo.

- “Tou ta ver”!....

- Para além disso Regras, sabes que eu tenho os meus contactos cá fora para o comércio do pó. Como lá dentro ainda me devem uns favores…. Uma mão lava a outra e espero conseguir ajudar o Drogas no negócio dele. Acho que o gajo se quer expandir por causa de uns estrangeiros que foram condenados há pouco tempo, e não tem gente de confiança para o ajudar.

 

- Óh Choldras, mas sabes quando sais?..

- Eh pá, só preciso lá estar dois anos. Se levar pena de dez, reduz para metade porque me entreguei, logo, dá cinco anos. Ao fim do primeiro ano, reduz para metade por bom comportamento e, se tudo correr bem consigo sair com pena suspensa logo a seguir. Tens aí o tempo que preciso.

- E se tudo correr mal, Choldras?...

- Fosga-se, nem me digas nada. Se tudo corresse mal era porque a Justiça tinha sido ingrata comigo e o juiz me mandava em prisão domiciliária com pulseira electrónica o tempo todo!...

publicado por Tretoso_Mor às 08:28
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