- Olha lá, agora que as eleições terminaram, e que já sei que não vou ter estofo para aguentar sozinho as exigências da vida, o que achas que devo fazer?...
- Tens de te casar com outra força partidária!
- Eh pá, tem de ser logo casar?...
- Ok, podes “amantizar-te”.
- Assim parece-me melhor. Mas como vou fazer isso?
- Tens de ir “engatar” cada uma das forças políticas.
- Mas olha que com a (P)eluda (S)em (D)ecoro, eu não quero nada. Nem vou tentar falar com ela.
- Acho que fazes mal… Mas já agora porque não queres nada com ela?
- Porque nunca seria capaz de me deitar com ela em plena Assembleia das Leis!
- Bom, tu é que sabes, lembra-te no entanto que está o teu futuro em jogo.
- Mas achas que tenho de falar com todas?...
- Olha na verdade não é preciso.
- Então?...
- Realmente... só tens de falar com a... (C)ândida (D)ocumenta (S)ubmarinos, porque com as outras não arranjas dote suficiente para te aguentares no futuro.
- Mas tenho um problema em ficar com ela…
- Qual é?...
- Eu até me consigo virar para a direita, o problema é da cama. Como sabes inclinaram-ma para a esquerda.
- E depois?..
- Oh!... Depois não consigo estar de frente e aconchegadinho a ela.
- Nem queiras, senão depois começa-te a pedir outras coisas.
- Como assim?...
- Agora vão encaixar-se pelo rendimento social e pela justiça. Mas se lhe dás muitos mimos, começa-te a pedir para te encostares à redução dos impostos, e depois à lavoura, e a seguir vais ter de aliviar os sindicatos…
- Então, e vou ter de dormir com a (C)ândida (D)ocumenta (S)ubmarinos durante quanto tempo?...
- Não sei (P)roxeneta (S)implório, mas primeiro ainda temos um “trabalhinho” para fazer.
- Qual?...
- “Endireitar” a tua cama, amigo!
- Dr. Paulo Portões, o Inspector Judite quer falar-lhe.
- Diz-lhe que não estou. Fui à feira do Relógio.
- Mas…
- Boa tarde, Dr. Portões, precisamos de falar consigo urgentemente.
- Olá, inspector Judite, como está o senhor?... Que prazer voltar a vê-lo!...
- Vamos ao que interessa…
- Sim, claro, mas estava só a ver se me recordava da última vez que nos vimos….
- Sim, andava o senhor submerso…
- Sim, claro, devia estar cheio de trabalho… eheheh
- Nada disso, o senhor andava era a testar submarinos!
- Ah!... Claro, nem me lembrava disso…
- Muito bem, agora que refrescou a memória, talvez nos possa ajudar.
- Teria todo o prazer. Ora diga lá.
- Andamos à procura de 30 milhões de euros que desapareceram no negócio da compra dos submarinos.
- Ah!... Não me diga uma coisa dessas!... Mas como é possível?...
- O Dr. Portões tem a certeza que esse dinheiro não estará... sei lá... esquecido numa gaveta da sua secretária?...
- Oh Inspector Judite, claro que não está!
- Então onde poderá estar?..
- Olhe que eu não sei mesmo!.. Mas também, isso são só uns troquitos…
- Seja como for temos de os encontrar.
- Passado este tempo todo será difícil… Possivelmente já o gastaram.
- Quem?..
- Não sei, a empresa dos submarinos, provavelmente…
- Esses não receberam o dinheiro.
- huummmm!... só se foi o comissionista…
- Esse não viu um tostão da comissão!
- Então não terá sido a empresa de consultoria a receber esse dinheiro?...
- Esses receberam o valor a que tinham direito.
- Mau!... Terá sido a Sociedade de advogados?...
- Esses têm uma avença por 20 anos com o Ministério da Defesa e recebem religiosamente todos os meses.
- Não estará no Ministério?...
- Não porque o dinheiro foi gasto.
- Ai Inspector!... Não me diga que o dinheiro desapareceu!.... Maroto!
Afinal, quem ganhou as eleições?...
Foi o PS com a maioria relativa?...
Foi o CDS com o maior crescimento do número de deputados eleitos?...
Foi o Bloco de Esquerda com o maior crescimento percentual ?
Foi a CDU, ganhando a certeza do conhecimento do eleitorado conservador?...
Nada disso.
Para mim, quem ganhou as eleições foi o PSD!
Ganharam o direito a substituir a Tia Mané.
É que nestas coisas de poder, há sempre a tendência para se estar agarrado à cadeira, veja-se o pedido da “vencedora”, para que só se comemore a sua saída, depois das eleições autárquicas.
Aprendam uma coisa:
O mundo não gira em torno de si!…
Só quando você bebe demais.
Vamos lá a ver se nos entendemos!
Como querem que um gajo vá votar, se ainda não pararam de dizer mal uns dos outros, sem conseguirem dizer bem do que se porpõem fazer?
Não como gelados com a testa!...
- Senhor, senhor, eu vendo os votos mais baratos
- Sim?... Quanto?
- Faço-lhe menos 5 € que aquele ali. São só 25€.
- E porque estás a fazer mais barato?
- Porque tenho mais 6 meses de fundo de desemprego que ele.
- Muito bem, aceito. Mas só te pago, depois de saber o resultado das eleições.
- Ah!.. mas o seu colega, o Manel Branco, paga logo à boca das urnas!
- Mas isso é ele, que tem cargo de chefia no Partido.
- E ainda por cima, ele paga 30€!...
- Bom, podemos fazer um outro acordo.
- Qual?...
- Se aceitares estas minhas condições, se nós ganharmos a autarquia, vou tentar arranjar um cargo para ti lá na Junta.
- hummm!... Pode ser
- Óptimo!
- E já agora, que cargo será esse?...
- Sei lá!.. O que se arranjar, mas vou ver se consigo que fiques a cortar os boletins de voto, para aproveitarmos as traseiras como papel de rascunho.
O sexto tema sujeito a (de)bate neste Tasco, surge hoje.
(De)Batam como, quando e em quem quiserem, mas não percam o entusiasmo, por favor!
Deixo aqui uma nota. Poderei não conseguir responder aos comentários logo quando os enviam. Procurarei, no entanto, publicá-los assim que mos enviarem e agradeço que respondam uns aos outros, interagindo dinamicamente.
Em vésperas de campanha eleitoral, gostaria de saber como cada um de vós, nos tentariam convencer a votar no vosso nome.
É uma tentativa para saber o que deve mudar no discurso político.
Eu começo a estar um pouco “cheio” dos discursos vazios, das querelas pessoais expostas em público durante a campanha, das pseudo promessas!
Costumo fazer a analogia da política com a silicone:
A fantasia da imagem, perante o vazio da realidade!
Mas isto sou eu que, com a idade, me tornei incrédulo.
Digam de vossa justiça.
(De)Batam entre vós as vossas TRETAS!
O Tasco está aberto!
Contem de vossa justiça!
Venham daí as vossas TRETAS!
A mulher que diz a sua idade
ou é muito nova para ter alguma coisa a perder,
ou é muito velha para ter alguma coisa a ganhar
Gostava de poder adoptar todos os livros que me apetecesse.
Definir o que para mim representa um livro, seria cair na trivialidade das definições comuns, por todos conhecidas. Não o farei.
Vou confessar apenas um dos meus pontos fracos em relação aos livros.
Muitas vezes evito entrar em livrarias, pois não resisto e lá tenho de adoptar mais um livro!.. Ou dois, ou três!
Sejam novos ou usados, com lombadas decorativas ou simples, edições normais ou de bolso, são livros.
São romances, policiais, poesia, ensaios, enfim… são livros!...
Têm a magia do cheiro ao folhear, que o ecrã do computador não me consegue proporcionar.
Deixam-me sentir a textura do papel ao passar os dedos pelas linhas que estão a ser lidas.
Dão-me o prazer de, ao passar mais uma folha, ficar na expectativa das “imagens” que surgirão na página seguinte.
Muitas vezes, o montante da despesa define o limite para a adopção daquele momento ou daquele dia!
Gosto muito de emprestar os meus livros. Quando isso acontece, sinto que contribui para ajudar alguém a ser mais feliz.
Contudo, não gosto de ler livros emprestados. Por um lado, tenho receio de não os deixar como mos entregaram. São um bem demasiado precioso para se estragarem.
Por outro lado, quando tenho de entregar um livro ao pai adoptivo, fico com um sentimento de abandono dentro de mim. Como pude eu, depois de ter criado uma relação com aquela obra, voltar a entregá-la, sem lhe mostrar o meu reconhecimento por aquilo que me proporcionou, adoptando-a eu também?
Sim, por várias vezes, ainda com um livro na mão pronto a ser restituído a quem mo emprestou, entro numa livraria para adoptar aquela obra. Parece-me que ao proceder desta forma estou a garantir não decepcionar aquele livro, desconsiderando-o por não o guardar também comigo.
Um dia, contarei mais um pouco desta minha “fraqueza” em relação aos livros.
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